WE SURE CAN FUCK, MISTA!
Existe um fenômeno que ocorre na alma feminina que sempre me deixou muito intrigado. Conversei com vários amigos e amigas, e todos e todas confirmaram o fato. Mas ninguém conseguiu me explicar convincentemente as razões de tal comportamento. Até que, por acaso, topei com um trecho de um livro de Gilberto Freyre que esclareceu de vez a situação. Mas, vamos por partes.
O fenômeno em si é o fascínio que as mulheres brasileiras têm por estrangeiros. Fascínio que beira a tara, em casos mais graves. O sujeito pode ter a aparência mais absolutamente comum, mas basta falar algumas palavras em língua estrangeira, ou em péssimo português carregado no sotaque, que a mulherada se derrete.
Conheci um sujeito da Nova Zelândia (leiam "Professor Underberg parte IV", na minha home page) que, na sua estada de um ano e meio aqui em São Paulo, só não comeu a Mama Bruschetta. Uma vez fomos ao Finnegan's Pub, conhecido reduto das marias-passaporte. Ficamos conversando no balcão e logo se aproximaram duas meninas, sorrindo e falando um inglês básico, perguntando de onde éramos. O Jeff falou que era da Nova Zelândia. Eu falei, em português, que era brasileiro mesmo. As duas, a partir daí, me ignoraram. Percebi que precisaria ou mentir ou ir para um bar "nativo", para conseguir companhia feminina. Ali aparentemente não queriam produto nacional. Acabei deixando os três lá e fui para outro barzinho.
Uma semana depois, o gringo me falou que as duas, que eram primas, levaram ele para a casa delas, treparam a noite toda (sem camisinha, no estilo Luciana Gimenez) e, de manhã, trouxeram CAFÉ NA CAMA para ele.
Convenhamos, isso é que é receber bem um estrangeiro.
Mas foi o Freyre que elucidou o mistério. No seu livro, ele explica que, na época do descobrimento, as índias se esfregavam nos portugueses - sujos, rotos e fedidos depois de meses no mar -, oferecendo-se para trepar. Para elas, os estrangeiros eram deuses, e - óbvio - era considerado um privilégio dar para um deus.
Aí compreendi o comportamento galináceo das brasileiras em relação aos gringos: é atavismo. E da genética, como se sabe, ninguém escapa.