A ESTÓRIA DE ISAQUE - PARTE IV
Ora, Sarah foi para a cozinha preparar a Poção Ressuscitadora Para Cajados Centenários enquanto Ibrahim colocava prá tocar um cd do Wando. Depois ele acendeu um incenso de bosta de lhama Peruana e abriu um Chateau Quelque Chose 2500 AC.
"Muito que bem", pensava Ibrahim enquanto bebia o vinho, "tudo corre nos conformes. Agora é só beber aquele treco e mandar ver!"
Mas Sarah estava muito contrariada com esta história toda. Aqueles ingredientes lhe pareciam no mínimo suspeitos. E tinham um cheiro tão estranho!
"Raios, aquele velho cabeça-de-vento compra qualquer bugiganga que lhe oferecem! Eu nunca vi coisas como estas! É bem capaz que uma poção preparada com isto possa envenenar a ele e a mim! Como saber? É preciso que pelo menos alguém nesta tenda mantenha um mínimo de prudência. Já sei!"
E Sarah preparou cuidadosamente a poção e chamou Venceslau, o escravo bebum.
"Olha só, Venceslau, tem um licor que eu preparei aqui e queria que você provasse para ver se está bom de açúcar!"
"Mas é prá já, dona Sarah", disse ele, agarrando a moringa que Sarah lhe ofereceu, "Eu sempre tô disposto a ajudar!". E entornou a moringa e bebeu tudo, até a última gota.
"Arre, escravo estúpido! Não era para beber tudo, porra!"
"Dszculpa aê, dona Sarah, q'eu errei a mão. Mas que licor bem ruim esse, hein? Tem gosto de suvaco de múmia! E tá faltando um monte de açúcar, se a senhora quer saber."
"Vai, vai embora, seu tonto! Suma da minha frente"
E Sarah, como não tinha mais ingredientes para preparar a poção, encheu a moringa com absinto e levou até Ibrahim, que cantarolava "meu iaiá, meu ioiô".