SOBRE OS LIVROS

Contar boas histórias é uma habilidade rara. Recentemente comprei uma penca de pocket books que variavam de Nietzsche à Fante e não obtive nenhum prazer lendo os livrinhos. Neste ponto, sou um hedonista de carteirinha: não vejo justificativa no ato de ler a não ser a satisfação pessoal. Se não rolar alguma espécie de tesão intelectual, desisto na hora. Talvez já tenha lido livros demais e assistido muito pouco a MTV. Graças a Deus, não descuidei das atividades recreativas que envolvem troca de secreções corporais. Nem tudo está perdido. Mas, caramba, está cada vez mais difícil achar livros bons. Sinceramente não sei se estou me tornando um rabugento ou um pedante, ou simplesmente um cínico, mas tá difícil encontrar gente que tenha o que dizer. Não falo dos clássicos, que são como que Deus falando através das suas Criaturas, mas dos contemporâneos, que são, puxa, tão pequeninos. Tão pequeninos.