UBI BENE, IBI PATRIA
onde se vive bem, aí está a pátria
Nunca entendi direito o sentimento ao qual se dá o nome "patriotismo". Vamos ao dicionário: "Amor da pátria, devoção ao seu solo e às suas tradições, à sua defesa e integridade". Vamos um pouco mais além: "Pátria: país ou estado em que se nasceu e ao qual se pertence como cidadão". Mas, caramba, isso é uma casualidade. Alguém pode escolher onde vai nascer? Vocês acham que aquelas crianças palestinas que estão sendo suavemente moídas escolheriam nascer lá? Eu por mim teria escolhido nascer na Suécia, e estaria agora tomando meu breakfast e lendo uma notinha de rodapé no jornal falando sobre a instabilidade político-econômica num distante país bizarro chamado Brazil.
Na verdade o estímulo ao "patriotismo" foi uma jogada de marketing dos mais ricos para fazer com que o populacho defendesse suas posses contra invasores externos. As posses dos mais ricos, que fique bem claro. Exércitos foram formados para defender "a pátria". O povo, fascinado com a algaravia e pompa dos desfiles militares, engoliu a idéia de "patriotismo" com anzol e tudo. E a formação de exércitos também foi um método de controlar a população, já que os malditos pobres procriam como coelhos e uma guerrinha qualquer de vez em quando serve para exterminar os machos jovens, que estão com os hormônios saindo pelas orelhas e poderiam sair trepando por aí, aumentando desnecessariamente a quantidade de bocas a ser alimentadas. Uma espécie de rightsizing.
Joãozinho, o que a "pátria" já fez por você?