O DIREITO DE IR-E-VIR

Dois cidadãos trepavam pacatamente debaixo do viaduto. O guarda chegou e foi logo dando o esporro:

- Pouca vergonha! Na via pública! Tamanhos marmanjos!

Antes que o guarda partisse para o uso da força, o passivo, que era uma versão Mike Tyson da Vera Verão, pediu ao parceiro com voz melíflua:

- Tira, Jorge.

Quando o outro saiu de dentro, o crioulão perdeu toda a feminilidade, agarrou o guarda pelos colarinhos e urrou:

- Escuta aqui, maninho, por acaso cê é dono da cidade?

O guarda, apavorado com a reação, entregou os pontos:

- Não.

- É dono da rua?

- Não.

- É dono do cu?

- Não.

Soltando o pescoço do guarda, o crioulo voltou-se para o outro e pediu com voz melíflua:

- Bota, Jorge.

MORAL DA HISTÓRIA: Entre bofão e bofete, não metas o cassetete.