VISTORIA

Notinha do jornal O Sul, hoje (página 2)

"Padre Natal Antônio Mella, de Petrolina, Goiás, exige que as moças apresentem atestado de virgindade para casar na sua igreja. E não aceita qualquer laudo: apenas os assinados por uma médica de sua confiança, católica praticante."

Acho válido, porém cu e boca não vêm com lacre. Como saber, oh Deus, se a moçoila já degustou um monjolo ou se já recebeu uma mandioca brava pela porta de serviço? Já dizia a grande atriz Eva Wilma: "pertenço à geração que casou semi-virgem". Aliás, nunca agradeceram à Igreja Católica por esta idiossincrática idolatria ao hímen, que data da época das cruzadas. Isto é uma injustiça! A valorização da virgindade, por mais de meio milênio, provocou o florescimento da sodomia e toda sorte de práticas orais. É a Lei da Oferta e da Procura: se tem mercado, vai ter fornecedor - de um jeito ou de outro. Confrontada com o pau duro do seu adorado, a mulher vai dar. Nem que seja o sovaco. Amém.