A ESTÓRIA DE ISAQUE - PARTE III
Ora, quando Ibrahim saiu do Sex-shop, era por volta da hora nona de uma sexta-feira.
DEUS, lá na Dimensão Celeste, pensava consigo:
"Arre, que este negócio de ser onisciente nos dá um cansaço, às vezes! Ainda bem que já é final de expediente e tudo está correndo nos conformes. Julgo que podemos, agora, beber aquela canjibrina e esquecer um pouco das mazelas mundanas! E estão revogadas todas as disposições em contrário, ouquei? Porque aqui quem manda somos nós, catzo!"
E DEUS esqueceu-se do Mundo e seus assuntos, porque ninguém é de ferro. Nem DEUS.
Ibrahim, seguido pelo moleque da loja que carregava as sacolas com os produtos que supostamente o auxiliariam na difícil empreitada de carcar sua Vetusta Cônjuge, chegou em sua tenda.
Sarah imediatamente reparou nas sacolas que seu marido trazia:
"Ó velho insensato, não vês que já estamos com o cartão estourado e me apareces com todos estes embrulhos?"
"Sarah, é o seguinte: estes são produtos que adquiri com o intuito de apimentar nossa relação, portanto não me censureis!"
Neste momento, Sarah enfia a mão numa sacola e puxa fora o pênis seco de Tigre Banguela de Bengala. Sarah faz uma careta:
"Não posso deixar de imaginar que o propósito do uso destes - digamos - produtos não seja algo de profundamente pernicioso!"
"Ó mulher, deixai de ser boba! Pois não vês que estes são produtos medicinais (pelo menos foi o que o escravo Núbio me disse) e só colaborarão para nosso bem-estar? E aproveita e pega o livreto de poções que veio junto e prepara uma mistela poderosa porque hoje o couro há de comer!"