NOVIDADES NO EXÓTICO MUNDO DA PARASITOLOGIA
O nome Phthirus Pubis provavelmente não significa nada para você; no máximo ele evoca algo vagamente pornográfico. Na verdade o Phthirus é mais conhecido como "chato", ou "piolho-ladro", ou "piolho-das-virilhas", um hematófago que vive nas partes pudendas[1] do corpo humano. Curiosamente, apenas humanos são hospedeiros de chatos: nenhum outro animal abriga estes indesejáveis inquilinos. Tubarões, por exemplo, não possuem chatos. Aliás, tubarões sequer possuem saco escrotal - lembre-se disso: se alguma vez você for atacado por um tubarão, não adianta tentar chutar-lhe o saco pois ele (o saco) inexiste.
Porém, devido a estudos conduzidos pela Universidade de Okinawa[2], descobriu-se que o chato possui saco! E, para maior estupefação da Comunidade Científica Japonesa, veio a lume o fato de que no saco do chato vive outro parasita, que na falta de inspiração para batizá-lo, recebeu o nome provisório de Cri-cri. Portanto, o Cri-cri é o chato do chato. Indo mais adiante nas pesquisas, varando noites com o auxílio de Polvilho Boliviano, o Professor Hyaja Sako descobriu que o Cri-cri, por sua vez, possui também seu saco e seu respectivo parasita, que seria o chato do chato do chato ou, em Notação Matemática, Chato x Chato x Chato = Chato3, o Chato-ao-cubo.
O Chato-ao-cubo ainda não recebeu nome oficial, mas já pipocam sugestões Net afora. Entre os fortes candidatos a emprestarem o nome ao espantoso parasita estão os nunca suficientemente louvados Juan Cleber, Charlie Marrom, Goo-goo e o Imortal-Que-Queimou-a-Rosca-Quando-Jovem[3]. Cá pra nós, dependendo do nome escolhido, é uma tremenda sacanagem. Com o bichinho.
[1] Como vivem me acusando de ser desbocado, vou tentar - disse tentar - evitar termos chulos daqui em diante.
[2] Dizia um japonês amigo meu que quem é de Okinawa e cai de quatro, não levanta nunca mais - se me entendem.
[3] Segundo ele, abandonou estas práticas Oscarwildeanas ao atingir a maturidade. Ha.