MOCOTÓ
Na época em que Porto Alegre era uma cidade pequena, meu avô freqüentava uma barbearia no centro da cidade. O proprietário, um português, era famoso por ser muito irritadiço e perder a cabeça facilmente. Mas era o melhor profissional da cidade, e o seu salão vivia cheio. Um dia, resolveu comprar um telefone, novidade naqueles tempos. Comprou a linha e instalaram o aparelho. Porém, o número pertencia anteriormente a um açougue que tinha ido à falência. Logo começaram os problemas:
- Alô.
- Alô, é do açougue?
- Não, meu sinhoire. É do barbeiro.
Fone no gancho. Alguns minutos. TRIIIM.
- Barbearia Vicente.
- Alô, não é do açougue?
- Não, meu sinhoire. Aqui é da barbearia.
Como o salão estava cheio, o portuga estava se controlando para não destratar as pessoas que ligavam. Mas meu avô, que era muito amigo do barbeiro, notou que ele estava ficando vermelho. Depois de atender a todos os clientes - e ao maldito telefone que não parava de tocar, o salão ficou só com o meu avô, que estava esperando para aparar o bigode. Então toca o telefone.
- Alô.
- Alô, é do açougue?
Aí o português não agüentou:
- É SIM, É DO AÇOUGUE! E TUA MÃE ESTÁ AQUI, PENDURADA PELO CU E SENDO VENDIDA COMO CARNE DE TERCEIRA!